quarta-feira, 28 de março de 2012

Biologia 3º ano - Genética _ Prof. Rafael

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História Profª Gladis - História

Estudo de Recuperação Paralela / Estudo Dirigido Prova
I Trimestre 2012 * História*

Instruções: copie e responda com próprio punho cada uma das questões;

Entregar no dia marcado para prova –
211 11/04/2012 212 10/04/ 2012-03-27

1) Como se divide a Pré-história?
2) Como se divide a História da humanidade?
3) Quais os acontecimentos e as datas que determinaram o fim de uma era e o começo de outra, durante toda caminhada da humanidade?
4) Por que a invenção da escrita marcou o fim da Pré-história?
5) Explique a principal característica da vida no Paleolítico.
6) O que levou o homem paleolítico a se organizar em bando?
7) Como foi garantida a sobrevivência no Paleolítico?
8) Explique a religiosidade do nosso antepassado mais antigo.
9)Qual a grande descoberta paleolítica e qual sua importância? Explique.
10) O que determinou o fim do Paleolítico? Por quê?
11) Comente a principal característica da vida no Neolítico.
12) Explique a razão
da inexistência de diferença social nos dois primeiro período pré-históricos.
13) Como rezava o homem Neolítico e o que pedia aos deuses?
14) Explique a divisão sexual do trabalho no Paleolítico e depois no Neolítico. Razâo?
15 )Quais as invenções Neolíticas e sua utilidade.
16) O que determinou o fim do Neolítico?
17) Qual a utilidade dada aos primeiros metais?
18) Quais as grandes mudanças trazidas pelo uso dos metais?
19) Explique o surgimento do comércio na Pré-história.
20) Quais as vantagens obtidad pelos povos que usavam os metais?
21) O que determinou o fim da Idade dos Metais?
22) O que se entende por Modo de Produção?

História - Profª Gladis 2º ano

Estudo de Recuperação Paralela (preventiva) Para a Prova _ I Trimestre
Idade Média
Nome:_________________
Nº____ Turma_221/ 222____ Prof: Gladis Annes

Instruções.

* copiar
cada questão e responder

* usar caneta e não rasurar

* entregar antes de iniciar a prova no dia :
221 - 09/ 04 / 2012
222- 10/ 04 / 2012

IDADE MÉDIA EUROPÉIA

1) Com que fato começou a Idade Média?

2)Qual a divisão cronológica da Idade Média?

3) Caracterize a economia na Idade Média.

4) Explique como era a sociedade Medieval.

6)Como era a política na Idade Média?

7)Qual a origem do servo medieval?

8)Explique as obrigações do servo medieval:

A)Talha B) Corvéia C) Banalidade D) Capitção E) Pedágio F) Dizímo
G) Mao-morta H) Hospitalidade I ) Consórcio

9)Quem é suserano e quem é vassalo na Idade Média?

10)Qual o critério de riqueza na Idade Média? Quem herda ?

11)Como se divia o clero medieval?

12)Quais os poderes da Igreja Católica na Idade Média?

13) O que era o Tribunal da Inquisição e que penas recebiam os condenados?

14)O que se entende por : a) Heresia b) dogma

15) Quais as principais invações tecnológica ocorrida na Fase da Expansão na
Baixa Idade Média?

16) Liste as mudanças ocorridas após as inovações técnicas.

17) Como surgiram os burgos, quem eram os butgueses e o que era burguesia?

18)Descreva os fatos que levaram a Fase da Depressão na Baixa Idade média.

19)O que foi a Peste Negra, como era vista e o que a igreja dizia sobre a mesma?

20)O que foram as Cruzadas e quais suas verdadeiras razões?

21) Comente as mudanças trazida pelas Cruzadas.

22)Por que se pode afirmar que as Cruzadas foram um duro golpe no sistema feudal?

23)De que forma as Cruzadas ajudaram o rei a centralizar o poder político?

23)Caracterize os dois tipos de engenharia e arquitetura na Idade Média?

23)O que sabes sobre o surgimento das Universidades na Idade Média? Quais as
principais? cursos que ofereciam e método de ensino?

24)O que se entende como Período de Transição ?

25)Quais os valores medievais que permaneceram durante a Idade Moderna?

26)Liste as mudanças que ocorreram no período de transição que foram determinantes
para a formação do Capitalismo.

terça-feira, 20 de março de 2012

Literatura 1º ano - Prof. Temístocles

Literatura 2º ano - Prof. Temístocles

Literatura 2ºano - Prof. Temístocles

Literatura - Contos Gauchescos - Prof. Temístocles 3º ano

Literatura - CONTOS GAUCHESCOS (Continuação) Prof. Temístocles

ARTIGOS DE FÉ DO GAÚCHO

Neste conto, o narrador dirige-se aos seus leitores afirmando que muitas pessoas existem no mundo sem saber, ao certo, o real sentido de sua existência. Outros, contudo, conseguem apreender muitos ensinamentos da escola da vida já muito tardiamente. Ele, inclusive, inclui-se nesse agrupamento de viventes. O grande objetivo das próximas páginas consiste em fornecer vinte e um conselhos ao leitor imediato da obra, informando-o que tais sugestões são geralmente oriundas dos conhecimentos práticos da vida. Além disso, a voz que se pronuncia no texto especifica que os comentários em forma de provérbios arrolados abaixo, são apenas um pequeno grupo dentre inúmeras outras que poderiam ser referidas. As mencionadas considerações, dispostas logo a seguir, foram extraídas diretamente do livro Contos gauchescos (1912), da autoria de Simões Lopes Neto (Conferir referências bibliográficas):
• 1º. Não cries guaxo: mas cria perto do teu olhar o potrilho pro teu andar.
• 2º. Doma tu mesmo o teu bagual: não enfrenes na lua nova, que fica babão; não arrendes na miguante,
• que te sai lerdo.
• 3º. Não guasqueies sem precisão nem grites sem ocasião: e sempre que puderes passa-lhe a mão.
• 4º. Se és maturrango e chasque de namorado, mancas o teu cavalo, mas chegas; se fores chasque de
• vida ou morte, matas o teu cavalo e talvez não chegues.
• 5º. A maior pressa é a que se faz devagar.
• 6º. Se tens viajada larga não faças pular o teu cavalo; sai ao tranco até o primeiro suor secar; depois ao
• trote até o segundo; dá-lhe um alce sem terceiro e terás cavalo para o dia inteiro.
• 7º. Se queres engordar o teu cavalo tira-lhe um pêlo da testa todas as vezes da ração.
• 8º. Fala ao teu cavalo como se fosse a gente.
• 9º. Não te fies em tobiano, nem bragado, nem melado; pra água, tordilho; pra muito, tapado; mas pra
• tudo, tostado.
• 10º. Se topares um andante com os anelos às costas, pergunta-lhe — onde ficou o baio?...
• 11º. Mulher, arma e cavalo do andar, nada de emprestar.
• 12º. Mulher, de bom gênio; faca, de bom corte; cavalo de boa boca; onça, de bom peso.
• 13º. Mulher sardenta e cavalo passarinheiro... alerta, companheiro!...
• 14º. Se correres eguada xucra, grita; mas com os homens, apresilha a língua.
• 15º. Quando dois brincam de mão, o diabo cospe vermelho...
• 16º. Cavalo de olho de porco, cachorro calado e homem de fala fina… sempre de relancina...
• 17º. Não te apotres, que domadores não faltam...
• 18º. Na guerra não há esse que nunca ouviu as esporas cantarem de grilo...
• 19º. Teima, mas não apostes; recebe, e depois assenta; assenta, e depois paga...
• 20º. Quando ‘stiveres pra embrabecer, conta três vezes os botões da tua roupa...
• 21º. Quando falares com homem, olha-lhe para os olhos, quando falares com mulher, olha-lhe para a
boca... e saberás como te haver...

DEVE UM QUEIJO!...
Com o foco narrativo articulado em Terceira Pessoa, um narrador onipresente contextualiza os leitores acerca dos usos, dos costumes, dos hábitos e dos comportamentos de um velho chamado Lessa. Homem de pequena estatura, ruivo, com a face avermelhada, cuja pouca fala apontava para uma pessoa sisuda: de poucos discursos, manifestava-se apenas no essencial, embora de muito boa índole, um excelente caráter e uma ótima pessoa. Com ele, palavra oral empenhada possuía mais valor do que papel feito por tabelião. Em certa ocasião, o velho Lessa cavalgava nas proximidades do Passo de Centurião. Por aquelas paragens, havia uma venda muito conhecida, local de pouso dos tropeiros, dos andarilhos, da peonada da região. O dono do estabelecimento era um castelhano de cabelos longos, bonachão e muito falador. Lessa, homem conhecido e apreciado nas redondezas, conforme se aproxima da venda escuta de alguns peões que, naquele dia, todos comeriam queijo de graça. Lessa apeou do cavalo na entrada do estabelecimento comercial. Atou o cavalo e dobrou os pelegos ao meio, em virtude da quentura do sol. O bolicheiro, por sua vez, saúda o visitante com entusiasmo, estimulando que o mesmo compre um queijo. Mesmo um tanto quanto contrariado, Lessa aponta um queijo e solicita que o empregado, que estava atrás do balcão, sirva-o. Lessa divide o queijo em pequenos pedaços e oferece a todos os presentes. Ninguém aceita. Então, o castelhano é convidado a desfrutar de uma fatia. Ao comer, este ainda oferece aos demais, dizendo-lhes que aproveitassem porque já estava pago. Em seguida, o velho cavaleiro, muito calmo e paciencioso, ordena que o cabeludo coma mais um pedaço, e outro, e outros tantos. O dono da venda, que estava munido de algumas armas, dentre as quais um facão, é surpreendido no instante em que Lessa toma-lhe o facão e inicia uns planchaços em suas orelhas, nas costas, em todo o corpo do comerciante. Depois da surra, este acaba fugindo. Um dos presentes no bolicho, que havia reclamado que uma panela ali comprada apresentava um defeito, comenta que, por fim, alguém havia enfrentado o castelhano. Muito calmamente, o bondoso cavaleiro ainda indaga o empregado acerca de seu almoço já encomendado: onde estavam o café, a lingüiça e os ovos?
Temáticas: a honestidade do homem campeiro; o valor da palavra do gaúcho; um discurso mal enunciado pode trazer comprometimentos.
PENAR DE VELHOS
Afirma o narrador, em Terceira Pessoa, que conheceu, desde muito pequeno, um menino de nome Binga Cruz. Acrescenta dizendo que igualmente obteve conhecimento sobre seu fim trágico, ocorrido por volta de seus doze anos. O pai havia ganho um cavalo picaço, muito bonito e são, das quatro patas. Objetivando apresentar uma postura de aproximação com seus leitores, através de um diálogo direto, a narração direciona-se para um mês de dezembro, muito caloroso, com um sol abrasador, mesmo que no tempo aparecesse muitas trovoadas. Em algumas restingas, situadas no meio dos roçados, enxergava-se a cabeça do pequeno moleque, que estava a atentar caçar ovos de galinhas, de tico-ticos, de canarinhos, de corruínas, dentre outras aves. Quem olhasse de longe, percebia uma verdadeira festa de penas coloridas. Neste instante, Binga Cruz nota que, do outro lado da cerca, havia um ninho de avestruzes, sendo que os animais percorriam despreocupadamente o local. O garoto pretende apanhar os animais, mas não consegue ainda nesta primeira tentativa porque o macho do bando encaminha os demais, de modo rápido, para o lado do galpão. Ao direcionar o olhar para os campos, Cruz averigua a presença de um açude, bem no meio da roça. Então, imagina que conseguirá apanhar os animais com maior propriedade caso tivesse montado no cavalo picaço, recém ganho pelo pai. Sem contar ao velho, Binga Cruz empresta ocultamente o animal e põe-se a tal caçada. Depois de muito sacrifício, mesmo que a maioria das avestruzes já tivesse escapado do seu horizonte de observação, um deles mostra-se como uma fácil presa. O menino obtém a posse da ave, mesmo que por pouco tempo em virtude de que ela conseguirá escapar. Decepcionado, Cruz volta para a morada dos pais e guarda o cavalo sem nada contar a ninguém. Dias depois, a graxa dos rins do picaço desanda e o animal desfalece no chão. O pai, por sua vez, estava muito bravo. O filho, honestamente, resolve contar a empreitada de dias anteriores. Quando este vê um rabo-de-tatu arrodear no ar, temendo a imensa surra que levaria, corre em direção a um matungo encilhado e andeja pelas estradas do rincão. O pai ainda grita com ele, orientado para que o filho parasse. Nunca mais se soube do paradeiro de Binga Cruz. Realizaram-se charqueadas, cavalgadas pelas regiões a fim de procurá-lo. Todas as iniciativas foram fracassadas. O velho, com o passar dos tempos, transforma-se. Torna-se silencioso, introspectivo, sem direcionar muitas palavras as pessoas com as quais convivia. Nas marcações do gado, acompanhava de longe, ficando apenas na porteira. Pitava muito e estendia o olhar por cima dos solitários campos. Quando a peonada iniciasse rasguidos de violão, o dono da casa já ordenava que os alaridos se desfizessem. Sua mulher muito injuriou com a ausência do filho. Não estendia palavras, mas se sabia que o sofrimento interior era arrasador. Sempre que servia as refeições para as pessoas da casa, ou mesmo para os homens que habitavam a pousada, aproximava-se da mesa com os olhos inchados, lacrimejantes. Reuniu-se todos os pertences de Binga Cruz em um canto da sala: os arreios, o laço, os cavalos de bois, os bois de ossos, que serviram para os momentos de lazer e de entretenimento, na infância. Os homens mais antigos que por ali passavam e pousavam sabiam do ocorrido e desejavam, um dia, encontrar o menino para o trazer de volta ao rancho de seus pais. A senhora-dona finou-se até morrer. Seu caixão, conduzido a léguas de casa ao cemitério do povoado, era muito leve. Também que pecados poderia ter uma mulher tão branda, tão caridosa, tão santa? O destino do homem foi o mesmo. Um tempo antes, repassou todos os seus bens à igreja, ministrada por um padre gringo, chegado não fazia muito por aquelas paragens. Não deixou o pai de Binga Cruz ninguém apadrinhado com seu dinheiro. O narrador ainda questiona-se quanto ao desaparecimento do menino, contando aproximadamente com doze anos que, certamente, daria uma surra naquele padre oportunista. O contador da história, distanciando-se da postura assumida pelo vigário, comenta que ajudaria atar o padre gringo para observar a surra.
Temáticas: a não submissão aos costumes sociais; a saudade dos pais pelo desaparecimento do filho; crítica ao ser humano oportunista.
O ANJO DA VITÓRIA
Em Primeira Pessoa, o narrador-personagem compartilha uma história ocorrida quando contava com aproximadamente dez anos. Trata-se de uma batalha de Ituzaingo, no passo do Rosário, para diante de São Gabriel, do outro lado do banhado de Inhatium que, de acordo com seus próprios conhecimentos, significa mosquito. A voz narradora apresenta-se como sendo um menino da idade supramencionada, sobrinho de um dos soldados da Revolução. Estava o bando de acampamento armado. Embora acreditassem que seu posicionamento estratégico fosse favorável para apunhalar o inimigo de supetão, os outros, sim, é que estavam em situação vantajosa. À noite, no desfrutar de um largo momento de sossego no acampamento, enquanto que alguns gaúchos carneavam, outros tocavam suas violas ou mesmo repousavam. O padrinho e o sobrinho encilham seus cavalos, mesmo que seja apenas para montar e ficarem sentados sobre o pelego, para uma breve sesteada. Assim estavam, absortos em pensamentos mansos, quando o menino-narrador ouve, ao longe, alguns rufares de tambor, de cornetas, como que a anunciar algum evento grandioso. Nem bem puderam movimentar-se, os castelhanos já estavam em cima do acampamento. A ferro e a fogo, conseguem defender-se temporariamente. O padrinho, juntamente com o guri, escapavam às trovoadas de pólvoras, deslocando-se até um barracão onde estava o general José de Abreu. Abreu, conhecido popularmente como o Anjo da Vitória, tratava-se de um homem muito temido por todos da redondeza, inclusive pelos castelhanos que, ao escutar seu nome, alçavam-se em disparada. Este general, muito furioso, pensava introspectivamente no que poderia fazer com vistas a reverter aquela situação desprivilegiada para os seus, na batalha. Enquanto isso, adentra no recinto outro general, Bento Gonçalves. Amanhecia. Os homens montaram seu plano estratégico e colocaram-se próximos ao local de combate. Os castelhanos, em função de que o sol já abrasava o capim, colocaram fogo nele com a pretensão clara de queimar os carroções que por ali estavam. A fumaça fez com que diminuísse a visibilidade daqueles gaúchos, ainda que os pelotões já estivessem montados, prontos para a disparada. Ouviu-se alguns rumores e, em seguida, os ferros tiniram. O chiripá do menino esvoaçava contra o vento. O padrinho demonstrava seu denodo e sua galhardia frente os inimigos. Entre um grande número de mortos e de feridos, quando a fumaça já ia diminuindo, foi possível perceber que o pelotão dos castelhanos caminhava em direção à coxilha. Eles haviam armado uma emboscada para que cavaleiros que defendiam o mesmo ideal acabassem matando-se uns aos outros. Enquanto lá se iam, os outros, aqui no descampado, choravam suas desgraças e suas tristezas. Depois de tudo acabado, o garoto foi notando os corpos desfalecidos no chão. Encontrou mortos os seguintes homens: o anjo da Vitória Abreu, que ainda segurava sua espada, o general Bento Gonçalves e seu padrinho, cuja mão esfriava gradativamente. O narrador levanta-se e percebe que ali o único sobrevivente era ele mesmo. Monta em um cavalo azulego. O choro mistura-se com o vento. Já cavalgava com aquela idade.
Temática: um menino gauchinho presenciando os contratempos da guerra; a vitória é alcançada com uma boa estratégia.
DUELO DE FARRAPOS
A voz que conduz a contação desta curiosa trama literária contextualiza os leitores dizendo que foi soldado do general Bento Gonçalves. Esta história possui início pelas bandas de Alegrete, no preciso ano de 42, sendo que se estende até 44, já adentrando o interior do Estado, para as pontas do Sarandi, na região de Santana. Na condição de general, Gonçalves dirige, por meio de um decreto, uma convocação para eleição dos deputados, uma vez que eram necessárias a organização de algumas leis e demais assuntos pendentes em virtude de que transcorria a Guerra. Em Novembro do primeiro ano mencionado, Bento Gonçalves fará um pronunciamento em estilo sisudo, durante o qual os presentes, todos em pleno silêncio, apenas sacodem suas cabeças afirmativamente. Isso porque, conforme as palavras do narrador, o governo como um todo prestava uma boa assistência à população em geral e, como não poderia deixar de ser, para os soldados. Todos andavam de fardas novas, os padres com suas batinas reluzindo de novas que estavam, dentre outros aspectos positivos. Paralelamente a vida nos pagos do Sul, existia a Banda Oriental, composta, sobretudo, por Oribe e Rivera. Sempre que necessário, os gaúchos a ela recorriam. Caxias, o maioral dos caramurus, recebia tais notícias com desgosto. Algum tempo depois, surge em Alegrete uma comitiva elegante, bem apresentável, que trazia uma linda mulher. Esta, por sua vez, estava ali apenas a negócios. O general reuniu-se com o Coronel Onofre Pires, dentre outros homens, para recebê-la. O narrador, que apenas acompanhava do lado de fora da porta do gabinete, escutava por ora o vozerio grave dos homens, seguido de uma longa pausa. Em seguida, iniciava-se o discurso de uma voz feminina, ouvida por um grupo de viventes extasiados. Esta figura feminina aportou na cidade fronteira para reclamar o furto de gado e de outros animais, apresentando um conjunto de papéis. Muito tempo decorrido suspeitou-se que a beldade poderia ter sido enviada como representante ou de Oribe ou de Rivera. O general Bento Gonçalves começa a ser denegrido publicamente por meio de discursos e de falatórios diversos. O narrador percebe algumas desavenças geradas entre ele e o Coronel Onofre Pires. Nesse meio tempo, morre Paulino Fontoura. Caxias também se envolve em discursos divergentes. O curioso é que Gonçalves, despreocupadamente, ordena que o narrador apanhe os dois cavalos encilhados, um tostado e outro picaço, e os encaminhe para perto de uma restinga. Enquanto o ordenado assim procede, nota que pela frente vem chegando um vulto de homem. Por trás, também. Eram os dois desafiantes, dispostos para o combate: o general Bento Gonçalves, dono do cavalo picaço, e o Coronel Onofre Pires, proprietário do animal de pelagem tostada. De relancina, o empregado do general observa que, embaixo da cincha de cada animal havia uma espada. As duas eram de proporções exatamente iguais. Os homens munem-se com suas armas. Os cavalos são levados para um lado, sendo que o narrador informado de que deveria cuidar quando houvesse rumores de gente por perto. Inicia a briga entre aquelas lideranças farrapas, que disputavam a atenção daquela lindaça flor que aparecera no pago. Tratava-se de uma luta limpa, de homens de fé. Primeiramente, o general estaqueia seu facão no chão em virtude de que o taco de sua bota havia se despregado da sola. O coronel, então, o aguarda. Logo após, o general fere o braço do outro, aproximando-se dele de mãos limpas e auxiliando-o a estancar o sangue com um lenço. Por fim, o narrador apenas reflete acerca da capacidade que tem uma mulher de provocar discórdia entre dois líderes de mesma ideologia.
Temáticas: tensões provenientes do clima provocado pela guerra; as relações dos sulinos com povos vizinhos; a discórdia entre dois homens de mesma ideologia provocada pelos ares encantadores de uma mulher.
OS CABELOS DA CHINA
O foco narrativo desta trama literária evidencia um narrador testemunha, ou seja, a voz que conduz a história consiste em um personagem do conto, embora seja apenas um personagem secundário. Pretendendo aproximar-se do leitor, nas primeiras linhas este homem diz que, por algum tempo, possuía um buçal e cabresto, utensílios de sua montaria – haja vista que ganhou um cavalo tordilho – feitos de cabelo de mulher, longos e bem pretos. Colocando-se na condição de um ser inocente no caso, o narrador dispõe-se a relatar o caso que envolveu as tranças de uma linda mulher. Mesmo não sendo identificado por nome, este narrador demonstra ser um grande conhecedor das lidas campeiras, dos usos, dos costumes, dos hábitos e das relações sociais dos campeiros. A título de comprovação, ele revela que aprendeu as artes campeiras de um guasqueiro com um chiru muito habilidoso chamado Juca Picumã. Um guasqueiro é aquele que trabalha com couro, confeccionando apetrechos da encilha ou mesmo da indumentária, sejam utensílios que exigem um trabalho ora mais ora menos minucioso. Sempre que morria algum animal no campo, gado ou cavalo, um dos serviços de um guasqueiro é extrair o couro do animal morto, que será transformado na grande matéria-prima para as suas criações. Juca Picumã, além de um guasqueiro de renome, é conhecido por ser um campeiro sabedor dos perigos da lida do campo. Picumã tinha esse apelido porque era um ser maltrapilho, sujo, molambento, que vivia ao redor das fogueiras churrasqueando e cheirando a fumaça. Adorava este momento. Passava, assim, madrugadas inteiras. Este chiru ensinou o narrador a ser um guasqueiro. Depois que ambos possuíam uma certa relação de convivência, o condutor da história observa que Picumã, por mais que fosse um gaúcho que lonqueasse bem o couro, que soubesse esticá-lo como poucos, que cortava, com cuidado, as tiras de couro para os trabalhos mais árduos possíveis, confeccionando verdadeiras obras de arte em couro – muito bem pagas, por sinal – apresentava-se sempre de modo maltrapilho, com roupas esfarrapadas. Houve um dia que o narrador perguntou ao homem o que ele fazia com o dinheiro que recebia. Este, por sua vez, responde que destina as finanças arrecadadas a Rosa, sua linda e querida filha, um amor de pessoa, embora já vá alertando seu interlocutor que a moça não estava disponível para qualquer homem. Depois disso, não tocaram mais nesse assunto. Passou-se um bom tempo. Arrebentou a Guerra dos Farrapos. A voz que narra o texto afirma que se apresentou de bom grado, justamente porque era seu objetivo servir naquele momento e, para sua surpresa, acaba tornando-se companheiro na guerrilha de Juca Picumã. O capitão geral havia destinado uma importante função ao velho guasqueiro: seria ele um comandante com poderes instituídos. Estavam todos há algum tempo andando mato adentro. Este andejar, sempre em estado de alerta em virtude da possibilidade de avistarem um legalista, já durava cerca de dois dias e duas noites inteiras. Então, o capitão percebe o movimento de seus homens em relação às tropas dos caramurus. Comenta o narrador que os farrapos estavam sendo cercados por dois pelotões do exército inimigo, que os encurralavam um contra o outro. Buscando desfazer essa posição estratégica desfavorável, os farrapos contornam, por trás, um dos segmentos, deslocando-os. Desse modo, agora queriam eles abordar os inimigos de forma inusitada. O capitão reúne seus homens para o repasse de suas ordens. O soldado-narrador nota que este líder farrapo muito dialoga com Picumã. Depois, os dois voltam-se para os demais. O capitão, diante de todos, solicita quem daqueles cavaleiros sabia tocam violão. O guasqueiro afirma que o narrador detém essa habilidade. Seu interlocutor, tratando o soldado pelo chamativo de “gurizote”, pretende saber de qual pessoa se trata. O homem indicado demonstra não apreciar este chamamento, embora não possa fazer nada. Picumã e o capitão conversam novamente. Por fim, o líder daquele grupo pronuncia-se ao narrador, dizendo-lhe que foi indicado como um companheiro de Juca para o cumprimento de uma tarefa de alta coragem, sendo pressuposto, pois, sua virilidade. O capitão expõe seu planejamento. Disse ele aos demais que aquela missão não possuía fins somente militares, mas necessitava ele capturar sua china que se refugiara nos braços do capitão do exército legalista.
De acordo com as palavras do homem, Picumã e o narrador deveriam procurar pelo acampamento dos inimigos, simularem serem amigos e capturarem, vivos, os dois: o capitão e a chinoca. O narrador, depois de interrogar brevemente seu locutor, apenas diz que não irá mentir que ele seria um desertor, sugerindo que essa fala seja pronuncia por Juca, haja vista que este não é apenas um mero soldado. Essa atitude foi tomada pelo homem em função de que temia as consequências drásticas que essas ações poderiam produzir. Os homens combinam o modo pelo qual chegarão até o exército dos caramurus. O capitão dá rédeas em seu cavalo, ainda alertando que o Ruivo – capitão inimigo – não era trigo limpo. Aqueles bravos combatentes andejam pelo interior dos matos. Picumã assobia suavemente uma cantiga, como que para anunciar sua presença aos olhos de algum desconhecido. Não muito depois os farrapos encontram um sentinela de nome Marcos. Juca Picumã apresenta-se como sendo alguém que já conhece Ruivo. Depois de obter permissão para aproximar-se dos legalistas, ainda é alertado de que, logo mais, perto de um sangradouro, haveria outro sentinela. Este, que atende pelo nome de Antônio Justino, depois de receber as falsas apresentações dos dois desconhecidos, indica o local específico onde alguns legalistas repousavam, outros fumavam, alguns dormiam, e ainda outra parte preparava o churrasco de todos. A disposição do acampamento apontava para gente relaxada. Um caramuru, responsável pela manutenção do sono do capitão, não permitiu de primeiro que os dois visitantes se apresentassem assim, de relancina. Tiveram que aguardar sentados, escorados em uma velha carreta. Estavam bravos pela situação desencadeada. Dentro da carreta, o narrador esclarece que estava o capitão inimigo, acompanhado de uma china fanfarrona, milongueira, sempre pronta para qualquer tipo de fandango ou arruaça. Esse perfil da mulher já fora comentado por um dos sentinelas anteriores, Antônio Justino. Segundo ele, a marcha dos caramurus atrasava em função de uma chinoca que aparecera nos braços do capitão, bonitona, porém festeira demais. Nem bem os farrapos descansavam, à roda da carreta, quando, de repente, surge um caramuru do interior do mato, gritando aos demais que os farrapos se aproximavam, haja vista que um dos homens responsáveis por cuidar o acampamento estava morto. Zunidos de tiros surgem no ar. Estava feita a gritaria. Iniciava o combate.
Durante o tiroteio, o capitão consegue escapar de dentro da carreta e montar rapidamente em seu cavalo, pelo visto acostumado com arrancadas velozes e perigosas. Enquanto isso, a chinoca tentava sair igualmente da carreta. Ela é pega por um dos dois farrapos: Juca Picumã. Quando a jovem apercebe-se quem era o homem, surpreende-se, gritando: “-Tata”. Era o reencontro de Rosa e seu pai. Juca Picumã pretende surrar excessivamente a filha. O capitão farrapo, quando chega, aprisiona-a. Munido de um facão, segura em duas voltas suas lindas e longas tranças negras, ameaçando degolá-la. Então, Picumã intercede, não permitindo tal tragédia, uma vez que revela ao outro que era o pai dela. O líder farrapo, sentindo-se traído pela china, não deseja soltá-la. Amarra-a firmemente pelos cabelos. O pai, como que querendo salvar sua filha, solta-a dos braços do outro, cortando seus cabelos. Em meio a uma papada de sangue as longas tranças da china, que corriam até o chão, não mais estavam nas mãos do capitão, agora morto. Terminada esta batalha, o narrador contextualiza seus leitores acerca de outros eventos guerrilheiros, sendo que, em um deles, foi condecorado ao posto de sargento. Recebe ele um cavalo tordilho de presente. Um belo dia, Juca Picumã o procura e lhe estende um buçal e um cabresto feito de fios pretos. Certamente ficaria muito bonito no tordilho, lhe afirmou o velho guasqueiro. Tempos decorridos Picumã havia sido pego por cinco homens. Estava ele gravemente ferido. O narrador procura por seu antigo companheiro que, quando o vê, solicita que o mesmo devolva aqueles utensílios campeiros porque haviam sido feitos com as tranças de sua filha Rosa. O condutor da história espanta-se com a informação, embora muito mais com a morte do amigo, que cai desfalecido no chão. Soube ele, no transcorrer dos dias, que Rosa igualmente tivera o mesmo destino do pai. Então, o narrador compareceu no velório, acompanhou todos os ritos funerais e, antes de sepultarem o corpo da chinoca, jogou os apetrechos em sua cova, devolvendo a ela o que Deus tinha lhe dado.
Temáticas: as relações hostis entre farrapos e caramurus causados por ideologias diferentes e pela china, que figura como elemento que enfatiza a rivalidade; usos, costumes e crenças do povo gaúcho.

NO MANANTIAL
História contada por um personagem-secundário, que acompanha os fatos mencionados na condição de narrador-testemunha, ele inicia seu relato vislumbrando um cenário essencialmente rural, às margens de um umbu, localizado à direita de uma grande coxilha. Ali estava ainda a tapera de Mariano. Algumas quadras adiante, no meio de uma ambientação exuberante, antigamente havia um lagoão tão profundo que se tornou a morada de muitos jacarés. O narrador esclarece que, mesmo em tempos de guri, já conhecera o mencionado lagoão encoberto por capim, muito embora o local ficou afamado pela morte de muitos campeiros que nele afundaram. O condutor da história revela inclusive que já ajudou a recuperar cabeças de gado que passavam e estavam sendo engolidas pela lama escura e pastosa que se criou no fundo do capim. Desse modo, apenas perdizes ou cuscos leves conseguiam transitar sem ferver ou borbulhar a terra. Este lugar acabou ficando muito respeitado pelas pessoas do povoado. Na tapera do Mariano, certa feita, um grupo de carreteiros pousou no rancho. Segundo estes homens, à noite, era possível perceber sobre o antigo lagoão duas almas, uma vestida de branco, sendo que a outra com uma veste mais escura. Igualmente acrescentavam em seus relatos ouvirem duas vozes, uma branda, que soluçava mimosamente, enquanto a outra ralhava em tom agressivo. O manancial ganhou ares de ser assombrado. Um aspecto que agravava esta impressão consiste no fato de que, sobre ele, havia uma linda roseira, supostamente plantada pelas mãos de um defunto. Justamente por isso ninguém se atrevia a retirar-lhe rosas. Além do mais, como a roseira estava bem no centro do manancial, até que alguém chegasse na planta, o lamaceiro seria grande. Em um flash back narrativo, a voz que narra o enredo reporta-se a outros tempos, agora quase remotos, relembrando-se da vivacidade do rancho quando ali residia Mariano. Viera ele morar guiando uma tropilha inteira. Segundo boatos, alguns diziam que migrara em virtude de que necessitava sair de onde viera, sendo, pois, de procedência suspeita. Para além de meras especulações, o certo é que, além dele, vieram duas velhas – uma a sogra, outra a irmã desta -, juntamente com sua filha Maria Altina, alguns campeiros e uma negra chamada Mãe Tanásia. Viviam bem; desfrutavam de tempos de fartura; os campos eram abertos, sem divisões de fronteiras. Um brigadeiro de nome Machado muito se satisfazia com a aproximação do forriel André com relação a menina. Verdadeiramente, Maria Altina apreciava por demais o rapaz, sendo que era extremamente correspondida. Um certo dia, marcou-se um jantar na casa de Mariano. Nesta ocasião, o forriel André deveria ficar hospedado, para a alegria da filha do dono da casa. Depois disso, alguns iniciam os preparativos para o casamento. Enquanto isso, em uma morada não muito distante, um homem chamado Chico Triste, popularmente conhecido por Chicão, estava em fúria. Este vivente desejava em abundância os toques carnais de Maria Altina, embora essa atitude nunca fora igualmente retribuída e nem sequer demonstrada por ela. Ocorre que, quando Chicão soube do casamento de sua adorada menina, tornou-se insuportável: agressivo, ríspido e rude com todos, excetuando-se o pai, o velho Chico. Houve confraternização na casa de Chico Triste. Convidaram a gente do Mariano. Todos foram. Porém, a filha dele, juntamente com sua avó, resolveram ficar em casa até mais tarde, deslocando-se em seguida. Dois cavalos já estavam encilhados para as conduzir. Soube-se a enorme desgraça: Chico, o filho, assaltou o rancho de Mariano, matou a velha e aproximou-se da jovem. Encurralou-a em um canto, abraçando-a com violência. Seus ímpetos carnais, lascivos, sensuais, eram denunciados pela ofegante respiração, que aumentava quando estava em contato com aquela pele graciosa e mimosa. Ela, por sua vez, como não deseja esta aproximação forçada, consegue escapar dos braços daquele estúpido e corre em direção ao cavalo. Quando tenta fugir, ela é perseguida pelo agressor. O segundo parelheiro alcança o outro apenas quando os dois montadores percebem que estão indo em direção ao manancial. Chicão persegue Maria Altina até o momento em que o animal que ela montava cai na lama movediça daquele estranho lugar. A moça não consegue se salvar, mesmo que deixe vestígios de sua passagem pela terra, haja vista que era nítida a rosa que mantinha em seus cabelos. Agora, o corpo densamente profundo; a rosa é o grande sinal de sua passagem terrena. O outro, que relutava para não morrer, encontra-se enroscado, uma vez que suas esporas estão entre as raízes e os pequenos galhos do lagoão extinto. O vizindário todo “quando fala se arrepia”; as pessoas, quando passam a ficar sabendo, não acreditam. O vigário confere todos os procedimentos. Depois de informados, os visitantes da casa do velho Chico apreendem a grandiosidade da situação. Enquanto que as mulheres choram os homens preparam as armas; partem, chegando ao local da tragédia. Menciona-se que deva ser ajudado Chicão a viver, tirando-o da terra movediça. Ele, então, dirige alguns questionamentos ao homem que estava sendo engolido pela terra. Em primeiro lugar, o ciumento rapaz alegou não ser o culpado pela situação. Entretanto, em seguida, assume a culpa pelos seus erros e pelas ações inadequadas. O narrador contextualiza que, decorridos muitos anos, passa pelo local, encontrando-o com ares de abandono e de desleixo. Essa história ainda era guardada na memória histórico-cultural da população, sendo que a presença daquela roseira, no meio do manancial, acentuava a curiosidade em torno do assunto.
Temáticas: as crenças e as superstições dos vilarejos locais; a busca de um amor impossível; violência.
CHASQUE DO IMPERADOR
Os paraguaios cercaram a cidade de Uruguaiana em 65 e, nesse contexto, houve época que apareceu por esses pagos uma figura extremamente importante: o imperador Pedro II. O narrador Blau Nunes comenta que, nesta época, foi o soldado escolhido para servir o imperador em todas as suas necessidades, sendo, pois, o “braço direito” de Pedro II. Era Blau Nunes que encilhava seu cavalo, que ficava de prontidão todas as noites em seu quarto, carregava as armas e os papéis do imperador, dentre outras funções similares. Então, a voz que conduz a contação da história esclarece como foi que tudo começou. Diante dessa anunciação da guerrilha, uma força de homens apresentou ao General Caxias. Este, por sua vez, muito olhou para o pelotão, sem nada falar. Olhava, olhava...Blau Aqueles homens representavam uma gauchada guapa, destemida, aguerrida, galharda, da mais pura confiança, capaz de soltar o facão até mesmo para Cristo, se fosse necessário. Aprumados, as encilhas parelhas, os cascos dos animais bem aparados, tudo no seu devido lugar. Blau Nunes olha distante e percebe que, de uma casa do povoado, saem dois homens, que se dirigem para onde estava o pelotão. Um deles, um ruivo, alto, barbudo, de olhos azuis, que vestia um garbão preto. Sua expressão facial apontava para uma grande autoridade, embora transmitisse brandura e ternura. O outro era o General Caxias. Um tenente, que igualmente acompanhava o andar dos homens, foi incumbido pelo homem ruivo a escolher um soldado, dentre os voluntários que ali se apresentavam. Então, o tenente escolhe o cabo Blau Nunes, reconhecido pela sua lealdade e sua valentia. O cabo, colocando-se mais a frente dos demais, é indagado por uma das autoridades, que lhe pergunta se a figura daquele ruivo lhe era familiar. O narrador, em um gesto afirmativo, responde sim, haja vista que no ano de 45, no Ponche Verde, fora o guardião de um papel muito importante que deveria chegar até as mãos do imperador. Blau Nunes comenta acerca das dificuldades em driblar os baianos, mas, por fim, consegue realizar a missão. Como reconhecimento, naquela oportunidade, havia ganho do imperador um cavalo picaço, muito lindo, grande e garboso. Logo, aquela autoridade, Pedro II, já lhe era familiar. Os comandantes dizem a Blau Nunes que, desta vez, foi escolhido para uma missão perigosa. O cabo, munido de um imenso sentimento de pertença ao grupo dos farrapos, lisonjeando-se em poder servir aqueles homens, coloca-se de prontidão para os auxiliar. Em seguida, ele retorna ao seu posto, dentre os demais soldados. Todos voltam ao exercício de suas funções corriqueiras. À tardinha, os colegas, outros soldados, pediram-lhe o que havia ocorrido. Blau Nunes contextualiza-os desviando a conversa, consciente de que não seria prudente revelar publicamente tais informações. Os dias passam e com eles aumenta, aos poucos, a convivência do imperador com os gaúchos sulinos que ali estavam para servir à pátria. Um deles, preparando um palheiro, oferece a Pedro II. Este diz ao outro que esses palheiros eram muito fortes. Seu interlocutor responde-lhe lastimando, uma vez que o imperador, por certo, não sabia o que era bom. Frente a essa atitude acolhedora, a autoridade resolve provar do cigarro preparado pelo outro, deixando uma nuvem de fumaça no ar. Todos os gaúchos demonstram-se muito solidários para com Pedro II, oferecendo-se além da conta. Em certa oportunidade, um grupo de homens montados a cavalo andejava por um ambiente campestre, onde pararam perto de um ranchito. Eram os farrapos. Eis que, então, aproximou-se uma mulher, com ares ingênuos e hospitaleira. Ela pergunta ao grande grupo quem deles era o imperador. O ruivo identifica-se. A mulher faz a oferta de um fiambre, uma trouxa de pano repleta de alimentos para um pequeno café. Em seus discursos, a pobre abençoa os homens do sul, desejando sucesso na guerra. Diz ela que alguns filhos e netos, além de sobrinhos, haviam se juntado aos demais para servir nesta missão. Em seguida, aquela alma bondosa deseja saber se ali também se encontrava o general Caxias. Este responde afirmativamente. Logo em seguida, a mulher - que se chamava mãe Tuca - conta que seu marido fora salvo por ele, em uma batalha. Para o pai de seus filhos, o general Caxias era venerado ao extremo. Gostaria o homem de servir novamente. Entretanto, falecera de um inchume. Por conta disso, em respeito ao pai e muito mais pela consideração que ele prestava a Caxias, os filhos reuniram-se entre si, com primos, com o vizindário e, juntos, foram todos apresentar-se para o serviço. Outra ocasião houve em que os farrapos foram recebidos na casa de um vivente muito estranho, que somente servia para as autoridades café com doces: doces de manhã, de tarde e de noite. Pedro II, que em todas as refeições não recusou para não fazer desfeita, quando servido pela segunda vez, no café da manhã seguinte, pergunta ao dono da casa se, por acaso, não teria ele algum feijão ou ponta de carne. O outro admira-se com a colocação, esclarecendo que, segundos comentários, as grandes autoridades somente comiam doces e outras finúrias. O dono do recinto concorda com o imperador, dizendo que nem mesmo ele estava aguentando mais aqueles insuportáveis doces, sugerindo que fossem a um bom churrasco.
Temáticas: os contratempos no contexto da Guerra dos Farrapos; a hospitalidade do povo gaúcho;os usos e costumes sulinos.
MELANCIA COCO VERDE
O narrador e outro campeiro encontram-se à beira de uma estrada encilhando dois cavalos. O primeiro deles avista uma silhueta conhecida, a figura de um homem que, quando observado de perto, reconhecia-se um índio muito corajoso e fiel chamado Reduzo. O narrador, aconselhando seu amigo a arrumar os aperos, que estavam mal colocados no pingo, dirige-se ao homem que pelas proximidades passava. Decorridos alguns instantes, o campeiro retorna, pedindo desculpas ao outro pela demora, uma demora justificada em função da interessante e curiosa trajetória de vida deste campeiraço O narrador, diante daquela aparição, inicia a contar tudo o que conhece a respeito dele. De acordo com os seus saberes, Reduzo era um índio muito leal, habilidoso nas lidas campeiras, nascido e criado entre os Costas, na estância do Ibicuí. Tempos depois, tornou-se ele o posteiro dos Costas. A inclusão deste homem na família mencionada, conforme os comentários do narrador, deu-se desde os tempos do velho Costa Iunanco, um alfares dos dragões do Rio Pardo. Este conseguiu apossar-se de quatro sesmarias, local onde Reduzo cresceu, brincou e desenvolvia todos os afazeres diários na companhia das crianças da casa, os Costas. As brincadeiras eram socializadas, corriam juntos, campeiravam sempre todos. Mais tarde, quando crescidos, aprenderam domar, a castrar, a carnear. Reduzo sempre inserido no meio dos demais. Um dos rapazes, o Costinha, foi o primeiro a colocar-se de prontidão quando rebentou a revolta dos farrapos. Queria ele servir e, para tanto, solicita ao pai que ele deixe Reduzo acompanhá-lo nesta empreitada. Os dois encaminham-se para o serviço. Torna-se importante destacar que Costinha morria de amores por Sia Talapa, a filha de um fazendeiro que possuía propriedade nas mediações locais. Todavia, o pai, de nome Severo, não concordava com essa aproximação. Houve oportunidades em que Costinha foi até a casa da amável menina, fazendo gracejos para ela. O namoro nunca foi bem aceito pelo pai da moça, que antes queria ver a filha casada com um primo, um ilhéu, dono de um bolicho em ponto grande na Vila onde moravam. Sia Talapa, por sua vez, não correspondia a essas vontades do pai. Severo recebia o sobrinho em casa. Nestes dias, as refeições eram todas preparadas a fim de atender as preferências do hóspede, tendo em vista que ele não comia churrasco. Em outros dias, comum era o tradicional churrasco, aquela carne vertendo sangue na brasa. Além disso, nas ocasiões em que o sobrinho pousava na casa de Severo, a cama era arrumada com os lençóis mais finos que havia. A aproximação entre Costinha e Sia Talapa teve de ser interrompida porque o rapaz precisou juntar-se aos demais homens que iriam servir os farrapos. Na despedida, à noite, um breve beijo iluminou seus corações. Eles combinam entre si uma maneira de trocaram recados, cartas ou demais formas de comunicação sem serem percebidos pelos mexeriqueiros. Sia Talapa recebeu o apelido de Melancia, e ele, Costinha, de Coco Verde. Para todos os efeitos, ninguém saberia desses pseudônimos. Apenas Reduzo presenciou esta cena, na calada da noite. Alguns meses se passaram. Severo, quando soube que os guerrilheiros estavam absolutamente envolvidos com suas funções – sendo que não seria possível algum desertor retornar – resolve encaminhar os preparativos para o casamento da filha, aproveitando a ausência de Costinha. A família envolvida, os parentes próximos, os vizinhos e amigos, todos vivenciavam um clima de festividade. Apenas mantinha-se enlutada Sia Talapa, juntamente com uma mulher que havia sido sua ama de leite. Esta mulher compreendia sua dor interior. Não havia como desfazer esta tragédia. A notícia do casório espalhou-se pelo povoado. Um homem, carregador de mercadorias e levador de recados para os farrapos, esteve andejante por aquelas paragens, às vésperas do casamento. Ele também achegou-se no bolicho do sobrinho de Severo. Depois que soube da informação, tornada pública, rumou para o acampamento dos farrapos, comentando com Costinha o que ouviu no povoado. Este, então, tomado de uma imensa fúria, esbravejando com Reduzo, estava disposto a desertar do acampamento a fim de chegar na casa de Severo antes que o casamento se cumprisse. O guerreiro dos Costas ordenou que seu fiel amigo encilhasse os cavalos. O comandante solicita a presença de Costinha. Ao longe, se avistava a desistência do exército inimigo, embora esta autoridade direcione uma grande função, uma missão a Costinha. Agora, dividido entre esses dois compromissos, pensa ele que seria imoral abandonar seus afazeres militares. Então, entre ferro e fogo, combatendo com os castelhanos, o amado de Sia Talapa encarrega Reduzo de retornar a casa de Severo, mantendo discrição para não ser notado entre as pessoas da casa, solicitando apenas que ele diga em algum momento para que a moça escute que o Coco verde manda notícias a melancia. Com vistas a diminuir a estranheza de seu interlocutor, complementa ele dizendo que certamente a jovem o entenderia. Depois de muito cavalgar, por entre matos, juncos e estradas, passando por uma série de dificuldades, por fim, Reduzo chega na propriedade de Severo. Quando é observado, logo o dono da casa questiona-o, indagando-o acerca da sua participação entre os homens farrapos. O amigo de Costinha, então, desvia-se deste interrogatório afirmando que apenas acompanhou alguns animais até certo ponto da estrada, voltando em seguida. O patrão aconselha-o a descansar, tomar um bom vinho e aproveitar que todos estavam em clima de festa, pois era o casamento de sua filha. À noite, os músicos estavam animados. Alguns homens ensaiavam alguns versos para homenagear o momento. O capataz da casa assim procede. Reduzo, quando solicitado, enuncia uma quadra, quatro versos nos quais insere um trocadilho mencionando Melancia e Coco Verde. Sia Talapa, já na companhia de seu noivo, desfaz-se em sorrisos. Enquanto os convidados sorriem e festejam os versos – obviamente sem entender o sentido que neles havia - a noiva empalidece de felicidade. Na segunda rodada de versos, o fiel companheiro de Costinha dá a entender que, vindo da guerra, certamente seu amado estava na terra. A noiva põe-se aos gritos. As mulheres tentam acudi-la. O padre inicia suas rezas. Um tumulto grande forma-se na casa. O noivo atribui o desespero da jovem às armas que acompanham as vestes de Reduzo. No meio das conversas, um homem comenta o despropósito dessa colocação. Ocorre que se arma uma verdadeira confusão, dentro da qual o sobrinho de Severo é obrigado a debandar porque percebe o perigo. Dois dias depois, aparece o Costinha, a trote manso, e pede a mão da amada em casamento. O pai vê-se obrigado a contar o que aconteceu, dias antes, esclarecendo que a filha inclusive estava prometida a outro homem. O casamento, segundo as palavras de Severo, deveria ter se cumprido, não fosse uma desordem criada no ambiente. O Costinha não estava interessado nesse assunto: apenas nos lindos olhos de Sia Talapa. Os apaixonados casam-se. Reduzo, para não contrariar e afrontar o dono da casa, teve de andar alguns tempos escondido, embora fosse muito bem recompensado por Costinha, que lhe atribuiu cargos de verdadeira confiança, como, por exemplo, capataz de sua morada.
Temáticas: o casamento arranjado pelos pais por interesses financeiros e/ou outras intenções; os imprevistos da Guerra dos Farrapos, que interrompem um caso de extremo amor; a fidelidade entre dois amigos; a recompensa; o amor superando os obstáculos mais inesperados da vida.

Literatura - 3º ano Prof. Temístocles

quinta-feira, 15 de março de 2012

Biologia - 2º ano Prof. Rafael Bisinella

Obs.: Para quem preferir levar o arquivo no pen drive o mesmo está disponível no Lab. de Tecnologias.

GENÉTICA



Parte I: 1ª Cruzamentos Simples


1) Em urtigas o caráter denteado das folhas domina o caráter liso. Numa experiência de polinização cruzada, foi obtido o seguinte resultado: 89 denteadas e 29 lisas. A provável fórmula genética dos cruzantes é:


a) Dd x dd

b) DD x dd

c) Dd x Dd

d) DD x Dd

e) DD x DD


2) Se um rato cinzento heterozigótico for cruzado com uma fêmea do mesmo genótipo e com ela tiver dezesseis descendentes, a proporção mais provável para os genótipos destes últimos deverá ser:


a) 4 Cc : 8 Cc : 4 cc

b) 4 CC : 8 Cc : 4 cc

c) 4 Cc : 8 cc : 4 CC

d) 4 cc : 8 CC : 4 Cc

e) 4 CC : 8 cc : 4 Cc


3) De um cruzamento de boninas, obteve-se uma linhagem constituída de 50 % de indivíduos com flores róseas e 50 % com flores vermelhas. Qual a provável fórmula genética dos parentais?


a) VV x BB

b) VB x VB

c) VB x VV

d) VB x BB

e) BB x BB


4) (PUCSP-83) Em relação à anomalia gênica autossômica recessiva albinismo, qual será a proporção de espermatozóides que conterá o gene A em um homem heterozigoto?


a) 1/2

b) 1/4

e) 1

c) 1/8

d) 1/3

e) 1


5) (UFC-CE-83) Olhos castanhos são dominantes sobre os olhos azuis. Um homem de olhos castanhos, filho de pai de olhos castanhos e mãe de olhos azuis, casa-se com uma mulher de olhos azuis. A probabilidade de que tenham um filho de olhos azuis é de:


a) 25%

b) 50%

c) 0%

d) 100%

e) 75%


6) (FEEQ-CE-79) O heredograma representado abaixo refere-se a uma família com casos de albinismo (anomalia que se caracteriza por total ausência do pigmento melanina na pele).



1 2

3 4 5 6 7

8

Baseando-se na genealogia, podemos afirmar:


a) O albinismo é um caráter dominante, sendo os indivíduos albinos todos homozigotos.

b) O albinismo é um caráter dominante, sendo os indivíduos albinos todos heterozigotos.

c) O albinismo é um caráter recessivo, sendo os indivíduos de números 2 e 6 ( no gráfico ) heterozigotos.

d) O albinismo é um caráter recessivo, sendo os indivíduos normais todos heterozigotos.

e) O albinismo é um caráter dominante porque o indivíduo de número 4 é albino e filho de pais normais.



7) (UFPR-83) Um retrocruzamento sempre significa:


a) cruzamento entre dois heterozigotos obtidos em F1.

b) cruzamento entre um heterozigoto obtido em F1 e o indivíduo dominante da geração P.

c) cruzamento de qualquer indivíduo de F2 com qualquer indivíduo de F1.

d) cruzamento entre um heterozigoto de F1 e o indivíduo recessivo da geração P.

e) cruzamento de dois indivíduos de F2.



8) Podemos dizer que o fenótipo de um indivíduo é dado por suas características:


a) unicamente morfológicas.

b) morfológicas e fisiológicas apenas.

c) estruturais, funcionais e comportamentais.

d) herdáveis e não herdáveis.

e) hereditárias


9) (Fac. Objetivo-SP) Em camundongos o genótipo aa é cinza; Aa é amarelo e AA morre no início do desenvolvimento embrionário.

Que descendência se espera do cruzamento entre um macho amarelo com uma fêmea amarela?


a) 1/2 amarelos e 1/2 cinzentos

b) 2/3 amarelos e 1/3 cinzentos

c) 3/4 amarelos e 1/4 cinzentos

d) 2/3 amarelos e 1/3 amarelos

e) apenas amarelos


10) A 1ª lei de Mendel considera que:


a) os gametas são produzidos por um processo de divisão chamado meiose.

b) na mitose, os pares de fatores segregam-se independentemente.

c) os gametas são puros, ou seja, apresentam apenas um componente de cada par de fatores considerado.

d) o gene recessivo se manifesta unicamente em homozigose.

e) a determinação do sexo se dá no momento da fecundação.


11) Um homem de aspecto exterior normal, casado com uma mulher normal, tem 11 filhos, todos normais. O seu irmão gêmeo, univitelino, tem 6 filhos normais e dois albinos. Qual o genótipo dos dois irmãos e das duas mulheres?


a) irmãos (Aa), 1ª mulher (AA) e 2ª mulher (Aa ou aa)

b) irmãos (AA e Aa), 1ª mulher (Aa) e 2ª mulher (Aa ou aa)

c) irmãos (AA), 1ª mulher (AA) e 2ª mulher (Aa ou aa)

d) irmãos (AA), 1ª mulher (AA ou Aa) e 2ª mulher (Aa)

e) irmãos (Aa), 1ª mulher (Aa) e 2ª mulher (AA)


12) Quando o heterozigoto apresenta um fenótipo intermediário entre os dois homozigotos, dizemos que houve:


a) mutação reversa

b) não-dominância ou co-dominância

c) recessividade

d) dominância

e) polialelia


13) Identifique entre as características mencionadas abaixo aquela que não é hereditária.


a) cor dos cabelos.

b) conformação dos olhos, nariz e boca.

c) cor dos olhos.

d) deformidade física acidental.

e) hemofilia.


14) (UFPA) Usando seus conhecimentos de probabilidade, Mendel chegou às seguintes conclusões, com exceção de uma delas.


Indique-a:

a) Há fatores definidos (mais tarde chamados genes) que determinam as características hereditárias.

b) Uma planta possui dois alelos para cada caráter os quais podem ser iguais ou diferentes.

c) Os alelos se distribuem nos gametas sem se modificarem e com igual probabilidade.

d) Na fecundação, a união dos gametas se dá ao acaso, podendo-se prever as proporções dos vários tipos de descendentes.

e) Os fatores (genes) responsáveis pela herança dos caracteres estão localizados no interior do núcleo, em estruturas chamadas cromossomos.


5) O albinismo, a ausência total de pigmento é devido a um gene recessivo. Um homem e uma mulher planejam se casar e


desejam saber qual a probabilidade de terem um filho albino. O que você lhes diria se ( a ) embora ambos tenham pigmentação normal, cada um tem um genitor albino; ( b ) o homem é um albino, a mulher é normal mas o pai dela é albino; ( c ) o homem é albino e na família da mulher não há albinos por muitas gerações. As respostas para estas três questões, na seqüência em queforam pedidas, são:


a) 50%; 50%; 100%

b) 25%; 50%; 0%

c) 100%; 50%; 0%

d) 0%; 25%; 100%



e) 25%; 100%; 10%


16) (UFBA) No heredograma a seguir, os símbolos em preto representam indivíduos afetados pela polidactilia e os símbolos em branco, indivíduos normais. Conclui-se, desse heredograma, que, em relação à polidactilia:


a) os indivíduos afetados sempre são homozigotos.

b) os indivíduos normais sempre são heterozigotos.

c) os indivíduos heterozigotos são apenas de um dos dois sexos.

d) pais normais originam indivíduos homozigotos recessivos.

e) pais normais originam individuos heterozigotos.


17) (PUC-SP) A determinação da cor do caju (vermelha ou amarela) é devida a um par de genes alelos. O gene dominante determina cor vermelha. Um cajueiro proveniente de semente heterozigota deverá produzir:


a) cajus vermelhos, vermelho-amarelados e amarelos, na proporção de 1:2:1.

b) cajus vermelhos e amarelos, na proporção de 3:1.

c) cajus vermelhos e amarelos, na proporção de 1:1.

d) apenas cajus amarelos.

e) apenas cajus vermelhos.


18) (F. OBJETIVO-SP-83) A genealogia anexa refere-se a uma família com casos de alcaptonúria, anomalia provocada por um gene recessivo.


1 2


3 4 5 6


7 8 9 10


Nesta genelalogia os genótipos que não podem ser determinados são os dos indivíduos:

a) 1, 2 e 5

b) 1, 3 e 6

c) 3, 5 e 6

d) 3, 8 e 10

e) 7, 8 e 10


19) (FUCMT-MS-83) Nos coelhos, a cor preta dos pêlos é dominante em relação à cor branca. Cruzaram-se coelhos pretos heterozigotos entre si e nasceram 360 filhotes. Destes, o número de heterozigotos provavelmente é:


a) zero

b) 90

c) 180

d) 270

e) 360


20) No monohibridismo com dominância intermediária (semidominância ou co-dominância), as proporções genotípicas e fenotípicas, em F2 , serão, respectivamente:



a) 3:1 e 1:2:1

b) 3:1 e 3:1

c) 1:2:1 e 3:1

d) 1:2:1 e 1:2:1

e) 1:3:1 e 3:2


21) (UECE) Um grupo de coelhos de mesmo genótipo foi mantido junto em uma gaiola e produziu 27 animais de coloração escura para 9 de coloração clara. Admitindo-se para C o gene dominante e c para o gene recessivo, qual o genótipo dos animais, respectivamente para machos e fêmeas?



a) CC x cc

b) Cc x CC

c) cc x cc

d) CC x CC

e) Cc x Cc


22) (UFSCAR) Que é fenótipo?


a) É o conjunto de características decorrentes da ação do ambiente.

b) Influi no genótipo, transmitindo a este as suas características.

c) É o conjunto de características decorrentes da ação do genótipo.

d) É o conjunto de características de um indivíduo.

e) É o conjunto de caracteres exteriores de um indivíduo.


23) (FUVEST-SP) Dois genes alelos atuam na determinação da cor das sementes de uma planta: A , dominante, determina a cor púrpura e a, recessivo, determina a cor amarela. A tabela abaixo apresenta resultados de vários cruzamentos feitos com diversas linhagens dessa planta:


CRUZAMENTO RESULTADO

I x aa 100% púrpura

II x aa 50% púrpura; 50% amarela

III x aa 100% amarela

IV x Aa 75% púrpura; 25% amarela


Apresentam genótipo Aa as linhagens:


a) I e II b) II e III c) II e IV

d) I e IV e) III e IV


24) (MED. SANTO AMARO) Do primeiro cruzamento de um casal de ratos de cauda média nasceram dois ratinhos de cauda média e um ratinho de cauda longa. Foram então feitas várias suposições a respeito da transmissão da herança desse caráter. Assinale a que lhe parecer mais correta.


a) Cauda média é dominante sobre cauda longa.

b) Ambos os pais são homozigotos.

c) Ambos os pais são heterozigotos.

d) Cauda longa é dominante sobre cauda média.

e) As suposições a e c são aceitáveis.


Parte II: Alelos Múltiplos


1) (SANTA CASA) Admita que em abelhas a cor dos olhos é condicionada geneti-camente por uma série alélica constituída por 5 genes, sendo o alelo selvagem (marrom) dominante sobre os demais (pérola, neve, creme e amarelo). Uma rainha, de olho marrom, porém heterozigota para pérola, produziu 500 ovos e foi insemi-nada por espermatozóides que portavam em iguais proporções os cinco alelos. Toda a descendência tem a mesma oportunidade de sobrevivência, porém a fertilização ocorreu em 30% dos ovos somente.


Qual o número esperado de machos que terão cor de olho marrom?


a) 75

b) 150

c) 175

d) 220

e) 250


2) (FUVEST-SP) Considerando-se um locus gênico que apresente três tipos de alelos alternativos (alelos múltiplos), quantos tipos diferentes de genótipos podem ocorrer numa população diplóide?


a) 3

b) 6

c) 8

d) 9

e) 12


3) Qual é a prole de um coelho selvagem heterozigoto para himalaia com uma fêmea chinchila heterozigota para albina?


a) selvagem 50% - chinchila 25% - albino 25%

b) selvagem, chinchila, himalaia e albino - 25% cada

c) selvagem 50% - chinchila 25% - himalaia 25%

d) selvagem 25% - chinchila 50% - himalaia 25%

e) Nenhum dos itens é correto.


4) (UFPA-PA) Os grupos sanguíneos ABO representam um exemplo de:

a) herança poligênica


b) polimeria

c) pseudo-alelismo

d) interação gênica

e) alelos múltiplos



5) Se um macho aguti, filho de um aguti com um himalaio (ambos homozigotos), cruzar com
uma fêmea chinchila (cch ca ), produzirá coelhos com todos os fenótipos a seguir, exceto:


a) aguti.

b) himalaio.

c) chinchila.

d) albino.

e) himalaio e albino.


Parte III: Grupos Sangüíneos


1) (MED. ITAJUBÁ) Num banco de sangue foram selecionados os seguintes doadores: grupo AB - 5; grupo A - 8; grupo B - 3; grupo O - 12. O primeiro pedido de doação partiu de um hospital que tinha dois pacientes nas seguintes condições:


Paciente I: possui ambos os tipos de aglutininas no plasma.

Paciente II: possui apenas um tipo de antígeno nas hemáceas e aglutinina b no plasma.


Quantos doadores estavam disponíveis para os pacientes I e II, respectivamente?

a) 5 e 11

b) 12 e 12

c) 8 e 3

d) 12 e 20

e) 28 e 11


2) (UFPA) Uma mulher recebeu uma transfusão sangüínea. Seu primeiro filho nasce com eritroblastose fetal.

Classifique, quanto ao grupo sangüíneo Rh , a mulher, seu marido, a criança e o sangue que a mulher recebeu na transfusão:


a) Rh-, Rh+, Rh-, Rh-

b) Rh-, Rh+, Rh+, Rh+

c) Rh-, Rh+, Rh-, Rh+

d) Rh-, Rh-, Rh+, Rh-

e) Rh+, Rh-, Rh-, Rh+


3) (PUCC-SP) Mariazinha, criança abandonada, foi adotada por um casal.

Um ano mais tarde, Antônio e Joana, dizendo serem seus verdadeiros pais, vêm reclamar a filha. No intuito de comprovar a veracidade dos fatos, foi exigido um exame do tipo sangüíneo dos supostos pais, bem como de Mariazinha. Os resultados foram:


Antônio B, Rh+; Joana A, Rh-; Mariazinha O, Rh-.


Você concluiria que:


a) Mariazinha pode ser filha de Joana, mas não de Antônio.

b) Mariazinha não é filha do casal.

c) Mariazinha é filha do casal.

d) Existe a possibilidade de Mariazinha ser filha do casal, mas não se pode afirmar.

e) Mariazinha pode ser filha de Antônio, mas não de Joana.


4) (FATEC-SP) Um casal em que ambos os cônjuges possuem tipo sanguíneo AB quer saber

I- quais os possíveis tipos sanguíneos dos seus filhos e

II- qual a probabilidade de terem uma criança do sexo feminino, com sangue tipo AB.


Assinale a alternativa que corresponde corretamente às duas perguntas acima.


I II

a) A, B e AB 1/3

b) A e B 1/4

c) A, B e AB 1/4

d) A e B 1/2

e) A, B e AB 1/2


5) (F.C.Chagas-BA) O pai de uma criança do grupo sanguíneo A e Rh+, cuja mãe é B e Rh-, poderia ser:


a) AB e Rh+

b) AB e Rh-

c) B e Rh+

d) A e Rh-

e) O e Rh+


6) (FEI-SP) Para que ocorra a possibilidade da eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-nascido) é preciso que o pai, a mãe e o filho tenham respectivamente, os tipos sanguíneos:

a) Rh+, Rh-, Rh+

b) Rh+, Rh-, Rh-

c) Rh+, Rh+, Rh+

d) Rh+, Rh+, Rh-

e) Rh-, Rh+, Rh+


7) (UFPA-PA) Os grupos sanguíneos ABO representam um exemplo de:


a) herança poligênica

b) polimeria

c) pseudo-alelismo

d) interação gênica

e) alelos múltiplos


8) (FUCMT-MS) O avô paterno de uma mulher pertence ao grupo sangüíneo AB e todos os outros avós são do grupo O. Qual é a probabilidade de esta mulher ser do grupo AB?

a) nula

b) 25%

c) 50%

d) 75%

e) 100%


9) (MED.ABC) Considere as duas situações seguintes:


I — O sangue de uma macaco do gênero Rhesus (indivíduo 1) foi injetado em uma cobaia (indivíduo 2). Uma hora depois, dela foi extraída certa quantidade de sangue, cujo soro foi removido. Ocorreu hemólise nas hemácias quando se misturou parte desse soro com o soro de um indivíduo (3) da espécie humana.

II — Uma mulher (indivíduo 4) teve um filho (indivíduo 5), que nasceu fortemente anêmico devido à incidência de eritroblastose fetal.

Dentre os indivíduos acima citados, somente possuem o mesmo tipo de antígeno das reações antígeno-anticorpo envolvidas nas situações I e II:


a) 1, 3 e 4.

b) 1, 3 e 5.

c) 2, 3 e 5.

d) 2 e 4.

e) 3 e 5.


Parte IV: Probabilidade


1) (UnB-DF) Se a família Silva tiver 5 filhos e a família Oliveira tiver 4, qual a probabilidade de que todos os filhos dos Silva sejam meninas e todos os dos Oliveira sejam meninos?


a) 1/325

b) 1/512

c) 1/682

d) 1/921


e) 1/1754 2) (FEEQ-CE) A capacidade de sentir o gosto de uma substância amarga chamada feniltiocarbamida (PTC) deve-se a um gene dominante. A probabilidade de um casal (sensível a essa substância e heterozigótico) ter um filho do sexo feminino e sensível ao PTC é:

a) 1/4

b) 1/8

c) 3/4

d) 3/8

e) 1/5


3) (OSEC-SP). Quando dois indivíduos que manifestam um caráter dominante têm um primeiro filho que manifesta o caráter recessivo, a probabilidade de um segundo filho ser igual ao primeiro é:


a) 3/4

b) 1/2

c) 1/4

d) 1/8

e) 1/16


4) (UFRR-RR) Do cruzamento entre dois indivíduos portadores do genótipo AaBBCcDd, qual a probabilidade de ocorrência numa F1 de indivíduos com o genótipo AABBccDd?


a) 1/85 d) 6/95

b) 3/54 e) 1/64

c) 1/32


5) (UFJF-MG) Um homem de pele com pigmentação normal e olhos castanhos casa-se com uma mulher de fenótipo igual ao seu.

Sabendo-se que o casal já tem um filho albino de olhos azuis, qual a probabilidade de num próximo nascimento este casal vir a ter uma filha de olhos azuis e com a pigmentação da pele normal?


a) 2/16

b) 4/32

c) 6/16

d) 3/32

e) 7/16


6) (UGF-RJ) Certo tipo de miopia é um caráter condicionado por um gene recessivo m. A adontia hereditária é determinada por um gene dominante D. Um homem com adontia e visão normal casa-se com uma mulher míope e com dentes, tendo o casal um filho míope e com dentes. Se o casal tiver mais um filho, qual a probabilidade de ele ser homem e normal para ambos os caracteres?


a) 1/8

b) 1/4

c) 1/16

d) 1/32

e) 0%


7) (UFES-ES) Um determinado indivíduo possui o genótipo Aa. Qual a chance de o gene A ser transmitido para um bisneto seu?


a) 50%

b) 3,125%

c) 1/4

d) 3/4

e) 12,5%



8) (FOS-SP) A polidactilia (presença de mais de 5 dedos em cada membro) é condicionada por um gene dominante P. Se um homem com polidactilia, filho de mãe normal, casa-se com uma mulher normal, qual a probabilidade que têm de que em sucessivas gestações venham a ter 6 filhos com polidactilia?


a) 1/16

b) 1/32

c) 1/64

d) 1/128

e) 1/256


9) (F. Objetivo-SP). Qual a probabilidade de um casal de olhos castanhos em que ambos os cônjuges são heterozigotos ter 3 filhas de olhos castanhos e 2 filhos de olhos azuis?

a) 27/164

b) 3/8

c) 64/126

d) 270/32768

e) 0%


10) (F. Objetivo-SP). Se consideramos que, no problema anterior, o casal deseja que as 3 filhas de olhos castanhos nasçam em primeiro lugar e seguidamente e, só depois, nasçam os filhos de olhos azuis, como ficaria, então, a probabilidade?


a) 2,7/164

b) 15/40

c) 640/1260

d) 27/32768

e) 5%


11) (UNIRIO-RJ) Um homem destro, heterozigoto para este caráter, que não possui a capacidade de enrolar a língua, casa-se com uma mulher canhota, com a capacidade de enrolar a língua, heterozigota para o último caráter. Qual a probabilidade de o casal mencionado vir a ter uma filha homozigota para ambos os caracteres?


a) 1/2 d) 1/8

b) 1/6 e) 1/10

c) 1/4


12) (FEI-SP). Um casal de olhos castanhos (dominante) tem 4 filhos de olhos azuis (recessivo). Pergunta-se:


A) Qual é a probabilidade de o 5º ter também olhos azuis?

B) Qual é a probabilidade de que ele tenha olhos castanhos?


A B

a) 1/2 3/4

b) 3/4 1/4

c) 1/4 3/4

d) 1/2 1/2

e) 1/3 2/3


13) (UECE-CE). Numa familia com 9 filhas, a probabilidade de o décimo filho ser homem é:


a) 50%

b) 70%

c) 80%

d) 90%

e) 25%


14) (Londrina) A representa o gene dominante para determinado caráter e a é seu alelo recessivo. Em quatro cruzamentos entre um indivíduo Aa e um indivíduo aa, os descendentes foram Aa. A probabilidade de, no quinto cruzamento, o descendente ser aa é:


a) nula

b) 20%

c) 25%

d) 50%

e) 100%


(UG-MG) As questões 15 e 16 referem-se a um heredograma que representa a ocorrência de uma anomalia numa família.


15) A probabilidade de nascer uma menina afetada do cruzamento de 3 com 11 é:


a) 0,00

b) 0,25

c) 0,50

d) 0,75

e) 1,00


16) Pelos dados fornecidos, não se podem determinar os genótipos dos indivíduos:


a) 5, 9, 15.

b) 8, 9, 13.

c) 8, 11,16.

d) 9, 13, 15.

e) 13, 14, 16.



17) (Univ. Mogi da Cruzes) No homem, o albinismo é condicionado por um gene autossômico recessivo, a. Pais normais que têm um filho albino desejam saber:

Qual a probabilidade de terem outro filho mas com pigmentação normal da pele?

a) 1/2

b) 1/4

c) 3/4

d) 1/3

e) 2/3


18) (FGV-SP) Na espécie humana, um determinado caráter é causado por um gene autossômico recessivo. A probabilidade de um homem híbrido produzir espermatozóides contendo o gene recessivo é de:


a) 25 %

b) 30 %

c) 50 %.

d) 75 %

e) 100 %



19) (UNESP) Em organismos diplóides sexuados, cada par de cromossomos é formado por um cromossomo de origem paterna e um de origem materna. Qual a probabilidade de os espermatozóides conterem apenas os cromossomos de origem materna, em um

organismo com quatro pares de cromossomos?


a) 1/2

b) 1/4

c) 1/8

d) 1/16

e) 1/32


20) (MED.SANTOS) A queratose (anomalia da pele) é devido a um gene dominante Q. Uma mulher com queratose, cujo pai era normal, casa-se com um homem com queratose, cuja mãe era normal. Se esse casal tiver quatro filhos a probabilidade de todos eles apresentarem queratose é de:


a) 15,6%

b) 24,6%

c) 12,5%

d) 31,6%

e) 28,1%


Parte V: 2ª Outros cruzamentos


1)Uma planta que produz fruto vermelho e biloculado foi cruzada com outra de fruto amarelo e multiloculado, resultando 160 descendentes, assim distribuídos:


41 de frutos vermelhos biloculados

39 de frutos vermelhos multiloculados

38 de frutos amarelos biloculados

42 de frutos amarelos multiloculados.


Quais os fenótipos e genótipos dos tipos parentais?


a) fruto vermelho biloculado = AaMm; fruto amarelo multiloculado = aamm

b) fruto vermelho biloculado = AAMm; fruto amarelo multiloculado = aaMM

c) fruto vermelho biloculado = aamm; fruto amarelo multiloculado = AAMM

d) fruto vermelho biloculado = AaMM; fruto amarelo multiloculado = aamm

e) fruto vermelho biloculado = AaMm; fruto amarelo multiloculado = Aamm


2) (ACAFE-SC) De acordo com as leis de Mendel, indivíduos com genótipo:


a) AaBb produzem gametas A, B, a e b.

b) AaBB produzem gametas AB e aB.

c) Aa produzem gametas AA, Aa e aa.

d) AA produzem gametas AA.

e) AABB produzem dois tipos de gametas.



3) (UFPA) Na Drosophila melanogaster , a cor do corpo ébano é produzida por um gene recessivo (e) e o corpo de cor cinza, pelo seu alelo (E). A asa vestigial é produzida por um gene recessivo (v) e o tamanho normal da asa é determinado pelo seu alelo


(V).Se moscas diíbridas são cruzadas entre si e produzem 256 indivíduos, quantas moscas desta progênie apresentarão o mesmo genótipo dos pais?


a) 144

b) 128

c) 64

d) 8

e) 16


4)(U.F.SE-SE) A proporção fenotípica encontrada na descendência do cruzamento entre indivíduos heterozigotos para dois caracteres com dominância completa é:


a) 3:1

b) 1:2:1

c) 9:4:3

d) 9:7

e) 9:3:3:1


5) (FEI-SP) Em Drosophila melanogaster , asa vestigial (curta) e corpo ébano (preto) são características determinadas por dois pares de gens recessivos v e e, respectivamente. Asa longa e corpo cinzento são características determinadas pelos gens dominantes V e F. Do cruzamento entre parentais surgiu, em F1, 25% de indivíduos de asa longa e corpo cinzento. O genótipo provável dos pais será:


a) VvEe X VvEe d) VvEe X vvee

b) VVEE X vvee e) VvEe X VVEE

c) vvee X vvee


6) (F.C.Chagas-BA) Sendo Aa, Bb e Cc três pares de gens com segregação independente, quantos tipos de gametas poderão ser formados por um indivíduo AA Bb Cc?


a) 3

b) 4

c) 6

d) 8

e) 12


7) Da autofecundação de uma planta heterozigota para dois pares de alelos independentes e com dominância completa em cada par, foram obtidos 192 descendentes. É esperado que nessa descendência devam existir aproximadamente:


a) 16 tipos diferentes de genótipos.

b) apenas indivíduos heterozigóticos.

c) 48 indivíduos homozigóticos para dois pares de genes.

d) 188 indivíduos heterozigóticos.

e) 144 indivíduos heterozigóticos para os dois pares de genes.



8) (FUVEST-SP) Um indivíduo heterozigoto quanto a dois pares de genes localizados em diferentes pares de cromossomos formará:


a) dois tipos de gameta na proporção 1:1.

b) dois tipos de gameta na proporção 3:1.

c) três tipos de gameta na proporção 1:2:1.

d) quatro tipos de gameta na proporção 1:1:1:1.

e) quatro tipos de gameta na proporção 9:3:3:1.



9) (FUVEST-SP) Em Drosophila melanogaster os alelos recessivos dumpy e ebony estão em cromossomos não homólogos. Do cruzamento entre indivíduos duplamente heterozigotos, a proporção de indivíduos que apresentam ao mesmo tempo os fenótipos

dumpy e ebony é:


a) 1/2.

b) 1/4.

c) 1/8.

d) 1/16.

e) 1/32.


Parte VI: Interação Gênica


1) (FUND. LUSÍADAS-SP) Todos os filhos de um casal são mulatos médios. Provavelmente esse casal é constituído por:


a) dois mulatos médios.

b) um mulato médio e um negro puro.

c) um mulato médio e um branco puro

d) um negro puro e um branco puro.

e) um mulato claro e um escuro.


2) (FATEC-SP) Pares de genes, com segregação independente, podem agir, conjuntamente, na determinação de uma mesma característica fenotípica. Este fenômemo é conhecido como:


a) interação gênica.

b) epistasia

c) herança quantitativa

d) poligenia

e) dominância completa.



3) (ACAFE-SC) Os fenótipos para a forma dos frutos da abóbora podem ser: discóide, esférica ou alongada.

A forma discóide dos frutos da abóbora é condicionada pelo genótipo A_B_; a forma alongada por aabb. Do cruzamento de abóboras discóides, ambas heterozigotas, espera-se que nasçam:


a) somente abóboras discóides.

b) 50% AaBb e 50% aabb.

c) abóboras discóides, esféricas e alongadas.

d) 75% A_B_ e 25% a_B_.

e) somente abóboras discóides heterozigotas.




4) (UNIMEP-SP) Sabe-se que, de uma maneira geral, cada par de genes alelos determina uma única característica, porém há casos onde um mesmo par de genes, sob determinadas condições ambientais, determina dois ou mais caracteres. Este fenômeno é

conhecido como:


a) epistasia.

b) genes aditivos.

c) interação gênica.

d) pleiotropia.

e) genes quantitativos.


5) (UNIFOR-CE) Na moranga, a cor dos frutos deve-se às seguintes combinações de genes:


B_aa = amarelo B_A_ = branco

bbA_ = branco bbaa = verde



Estas informações permitem concluir que o gene:


a) A é epistático sobre seu alelo.

b) B é epistático sobre A e sobre a.

c) a é hipostático em relação a A.

d) b é hipostático em relação a B.

e) A é epistático sobre B e sobre b.



6) (CESGRANRIO-RJ) Supondo-se que a cor da pele humana seja condicionada por apenas dois pares de genes autossômicos


(A e B) dominantes, qual a probabilidade de um casal de mulatos médios, ambos com genótipo AaBb, ter um filho branco?


a) 1/16

b) 4/16

c) 5/16

d) 6/16

e) 8/16


7) (STA.CASA-SP) Admita que em certos animais de laboratório o gene A condicione cor preta de pelagem e seja dominante sobre o seu alelo a, que condiciona a cor marrom. O gene E não alelo de A , e localizado em diferente autossomo, condiciona cor branca

de pelagem, em homozigose ou heterozigose, tendo pois efeito epistático sobre os genes A e a.

Um animal preto, filho de pais brancos, é retrocruzado com sua mãe e tem 20 descendentes com as três cores de pelagem citadas. Quantos devem ser brancos?


a) 2

b) 8

c) 10

d) 4

e) 5



Parte VII: Herança Sexual


1) (FASP) No diagrama abaixo está representado o casamento entre um homem normal e uma mulher normal, filha de um homem hemofílico .


Sabendo-se que a hemofilia é uma doença determinada por um gene recessivo e ligado ao sexo, deste casamento poderão nascer crianças hemofílicas na proporção de :


a) 0 %

b) 25%

c) 50%

d) 75 %

e) 100%


2) (UFBA) Em gatos, a determinação da cor do pêlo é um caso de herança ligada ao cromossomo X. Assim, o pêlo malhado, que é a manifestação de um genótipo heterozigoto em ausência de dominância, só é encontrado normalmente nas fêmeas. O aparecimento excepcional de machos malhados é explicado a partir da seguinte constituição sexual cromossômica:


a) XY

b) XX

c) XXY

d) XYY

e) XXX


3) (Fuvest-SP) 0 daltonismo é de herança recessiva ligada ao X. Uma mulher de visão normal, cujo pai é daltônico, casou-se com um homem de visão normal. A probabilidade de crianças daltônicas na prole dessa mulher é de :


a) 1 /4 dos meninos .

b) 1/4 das meninas.

c) 1/2 dos meninos.

d) 1/8 das crianças.

e) 1/2 dos meninos e 1/2 das meninas.



4) (UnB-DF) 0 daltonismo é um caráter ligado ao sexo. 0 cromossomo X transporta um gene recessivo para o daltonismo, não havendo alelo correspondente no cromossomo Y. Isto explica porque:


a) existem muito mais homens daltônicos que mulheres daltônicas .

b) existem muito mais mulheres daltônicas que homens daltônicos.

c) o número de homens e mulheres daltônicas é aproximadamente o mesmo .

d) o daltonismo depende do fenótipo racial.

e) o daltonismo, embora de caráter genético, é influenciado pelo meio ambiente


5) (UFPA) A hipertricose na orelha é condicionada por um gen localizado na parte não homóloga do cromossomo Y (gen holândrico). Um homem, cujo avô paterno tinha hipertricose, casa-se com mulher normal e sem hipertricose na família. Esse casal

tem descendentes com os seguintes fenótipos:


a) Todas as mulheres são portadoras e todos os homens apresentam hipertricose.

b) Todas as mulheres são normais e todos os homens apresentam hipertricose.

c) 50% das mulheres e dos homens apresentam hipertricose.

d) 100% das mulheres são normais, enquanto 25% dos homens apresentam hipertricose.

e) Toda a descendência de ambos os sexos é normal.


6) (UFBA) A análise do heredograma a seguir permite supor que a característica apresentada pelos indivíduos é:


a) ligada ao cromossomo X.

b) ligada ao cromossomo Y.

c) autossômica dominante.

d) autossômica recessiva.

e) letal na primeira infância.


7) (UFBA) No heredograma a seguir, os indivíduos representados por símbolos pretos são afetados pela surdo-mudez. Da análise do heredograma, conclui-se que a surdo-mudez é uma característica hereditária:


a) letal em homozigose.

b) recessiva e autossômica.

c) dominante e autossômica.

d) dominante e ligada ao cromossomo Y .

e) recessiva e ligada ao cromossomo X.



8) (UFPA) A calvície é determinada por um gene autossômico cuja dominância é influenciada pelo sexo, comportando-se como dominante no homem e como recessivo na mulher. Simbolizando-se o gene que causa a calvície por C e o seu alelo selvagem por

c, indique o genótipo dos indivíduos ( 1 ), (2), (4) e (5) da genealogia abaixo, na qual estes genes estão segregados.


a) Cc, CC, CC, Cc

b) Cc, cc, cc, Cc

c) CC, cc,cc, Cc

d) CC, Cc, Cc, Cc

e) Cc, CC, CC, cc


9) (CESGRANRIO-RJ) Do casamento de homem normal com mulher normal nasceram: um menino daltônico com sangue tipo A; um menino normal com sangue tipo 0; uma menina normal com sangue tipo B; uma menina normal com sangue tipo 0 e um menino daltônico com sangue tipo AB. Isso leva-nos a concluir que:


a) 0 pai e a mãe possuem o gene para daltonismo; o pai tem sangue tipo A e a mãe sangue tipo B ou vice-versa.

b) A mãe possui o gene para daltonismo, o pai não possui esse gene; o pai tem sangue A e a mãe sangue tipo B ou vice-versa.

c) A mãe possui o gene para daltonismo, o pai não possui esse gene; o pai tem sangue tipo AB e a mãe sangue tipo 0 ou vice-versa.
d) 0 pai possui o gene para daltonismo, a mãe não possui esse gene; o pai e a mãe têm sangue tipo AB.

e) A mãe possui o gene para daltonismo, o pai não possui esse gene; o pai tem sangue tipo AB e a mãe sangue tipo A ou vice-versa.


10) (PUC-SP) A hemoflia é caráter ligado ao sexo. Um homem hemofílico é casado com uma mulher normal, cujo pai era hemofílico.


Qual a probabilidade do primeiro filho do casal ser menino e hemofílico?


a) 1/2 d) 1/16

b) 1/4 e) 1/32

c) 1/8



11) (PUC-RS) Num casamento em que o homem é de visão normal para as cores e sua esposa é também normal, porém filha de um homem daltônico, os filhos poderão ser:


a) todas as filhas normais e os filhos daltônicos .

b) todos os filhos normais e as filhas daltônicas.

c) filhas normais, filhas portadoras, filhos normais e filhos daltônicos .

d) filhas portadoras e filhos normais, apenas.

e) filhos portadores e filhas daltônicas.



12) (PUC-SP) 0 cruzamento de uma drosófila de olho vermelho, heterozigota, com um macho de olho branco, sabendo-se que esse caráter obedece ao mecanismo da herança ligada ao sexo, deve dar:


a) todos os descendentes machos de olho vermelho, porque eles não recebem o cromossomo X do pai.

b) descendentes machos de olho vermelho e olho branco, porque 50% deles recebem o cromossomo X do pai, que tem olho branco, e 50% o X da mãe, que tem olho vermelho.

c) todos os descendentes femininos de olho branco, porque as fêmeas recebem o cromossomo X do pai, que tem olho branco.

d) 50% dos descendentes femininos de olhos vermelhos e 50% de olhos brancos, porque a fêmea é heterozigota e o macho é portador do gene recessivo.

e) tanto machos quanto fêmeas 50% de olhos vermelhos e 50% de olhos brancos, porque se trata do cruzamento de um heterozigoto com um birrecessivo.


13) (PUC-SP) Um casal normal para a visão das cores e para a coagulação tem uma filha normal e um filho daltônico e hemofílico.

Sendo os dois caracteres recessivos e ligados ao sexo, pode-se afirmar corretamente que:


a) tanto o pai quanto a mãe são portadores dos dois genes recessivos .

b) apenas o pai é portador dos sois gens recessivos.

c) apenas a mãe é portadora dos dois genes recessivos.

d) o pai é portador do gene para daltonismo e a mãe é portadora do gen para hemofilia.

e) o pai é portador do gene para hemofilia e a mãe é portadora do gen para daltonismo.


14) (VUNESP-SP) Em Drosophila o gene W (dominante) determina a cor vermelha do olho e seu alelo w (recessivo) determina a cor branca. Esses genes são levados no cromossomo sexual X.


Assinale o cruzamento que permite separar os machos e fêmeas pela coloração dos olhos:

a) Xw Xw cruzada com XW Y

b) XW Xw cruzada com Xw Y

c) XW XW cruzada com Xw Y

d) XW XW cruzada com XW Y

e) os cruzamentos a e b


15) (FUVEST-SP) 0 gene recessivo h está localizado no cromossomo X e é o responsável pela hemofilia na espécie humana. Com base nessas informações e nas contidas na árvore genealógica abaixo, responda a seguinte pergunta: se a mulher 4 casar com

um homem normal e seu primeiro filho for um menino hemofílico, qual é a probabilidade de que o próximo filho homem desse casal venha a ser hemofílico?


a) 3/4 d) 1/4

b) 1/3 e) 1/8

c) 1/2


16) (UFBA) Uma característica recessiva determinada por gene ligado ao cromossomo X condiciona que:


a) as fêmeas tenham maior probabilidade de serem afetadas.

b) os machos tenham maior probabilidade de serem afetados.

c) apenas as fêmeas transmitam o gene.

d) apenas os machos transmitam o gene.

e) os machos só transmitam o gene aos descendentes machos .




17) Uma mulher com síndrome de Turner é cromatina negativa (sem corpúsculo de Barr) e daltônica. Sabe-se que é filha de pai daltônico e mãe normal, homozigótica para a visão das cores. 0 responsável pelo gameta cromossomicamente anormal foi:


a) o pai, pois ele é daltônico e deu-lhe o cromossomo X.

b) a mãe, pois ela é normal e homozigótica.

c) o pai, pois ele deu-Ihe o cromossomo Y.

d) a mãe, pois ela deu-lhe o cromossomo X.

e) o pai ou a mãe, pois ambos apresentam, no gameta, o cromossomo X.


18) (FUVEST-SP) Um gene recessivo localizado no cromossomo X é transmitido pelas mulheres heterozigotas a:


a) metade de suas crianças

b) apenas suas crianças de sexo masculino

c) apenas suas crianças de sexo feminino

d) 1/4 de suas crianças

e) todas as suas crianças


19) (FGV-SP) Uma mulher de visão normal, filha de pai daltônico e de mãe normal, filha de pai daltônico e de mãe normal, casou-se com um homem de visão também normal. A probabilidade de o menino que nasceu desse casamento ser daltônico é:


a) 1/4

b) 1/2

c) 1/3

d) 1/8

e) 1/16



Parte VIII: Linkage e Mapas genéticos


1) (F.C.Chagas-SP) Os gens a e b encontram-se num mesmo cromossoma, sendo a distância entre eles de 17 unidades. A frequência de gametas AB formados por um indivíduo AB/ab é de:


a) 8,5%

b) 17%

c) 34%

d) 41,5%

e) 83%


2) No milho grão colorido I ‚ dominante sobre grão incolor i e grão liso R‚ dominante sobre grão rugoso r. Os dois pares de genes estão em linkage. Plantas de semente colorida lisa foram cruzadas com plantas de sementes incolores rugosas. A F1, toda de sementes coloridas e lisas, foi retrocruzada com plantas de semente incolor e rugosa produzindo:


285 plantas com sementes coloridas lisas

10 plantas com sementes coloridas rugosas

297 plantas com sementes incolores rugosas

8 plantas com sementes incolores lisas


A taxa de crossing entre I e R é:


a) 3%

b) 6%

c) 48,5%

d) 0,7%

e) 1,5%


3) (CESGRANRIO) Consideremos dois pares de genes CD/cd durante a meiose. Supondo-se que ocorre crossing entre eles numa freqüência de 16%, os gametas formados serão:


a) 25% CD, 25% cd, 25% Cd, 25% cD.

b) 42% CD, 42% cd, 16% Cd, 16% cD.

c) 42% CD, 42% cd, 8% Cd, 8% cD.

d) 50% CD, 50% cd.

e) 84% CD, 84% cd, 16% Cd, 16% cD.


4) (OMEC-SP) Cruzando-se um heterozigoto para dois pares de genes AaBb com um duplo recessivo aabb , obteve-se:

43 % - indivíduos AaBb

43 % - indivíduos aabb

7% - indivíduos Aabb

7% - indivíduos aaBb


Tratando-se, evidentemente, de um caso de ligação fatorial, pode-se dizer que :


a) o heterozigoto é Ab/aB e a distância entre os dois genes é de 7 unidades.

b) o heterozigoto é AB/aB e a distância entre os dois genes é de 7 unidades.

c) o heterozigoto é Ab/aB e a distância entre os dois genes é de 14 unidades.

d) o heterozigoto é AB/ab e a distância entre os dois genes é de 14 unidades.

e) não se pode saber a constituição do heterozigoto, mas a distância entre os dois genes é de 14 unidades.



5) (FEI-SP) Qual a sequencia mais provável dos genes A , B, C, D, localizados no mesmo cromossomo, apresentando as seguintes frequências de recombinação:


AB - 17% CD - 30% AC - 5% AD - 35% BD - 18%

a) A - B - C - D

b) A - C - B - D

c) A - B - D -C

d) C - A - B - D

e) C - A - D - B


6) (UNESP-SP) Se em um mapa genético a distância entre os loci A e B é de 16 morganídeos, qual a frequência relativa dos gametas AB , Ab , aB, ab , produzidos pelo genótipo AB/ab ?


AB Ab aB ab


a) 36% 14% 14% 36%

b) 34% 16% 16% 34%

c) 42% 8% 8% 42%

d) 8% 42% 42% 8%

e) 44% 6% 6% 44%



GABARITO


Parte I – 1ª Lei de Mendel


1- C 2- B 3- C 4- A 5-B 6- C 7- D 8-C 9-B 10-C

11- A 12-B 13-D 14-E 15-B 16-D 17-E 18- D 19-C 20- D

21- E 22- C 23-C 24- E


Parte II – Alelos Múltiplos

1- C 2-B 3-C 4-E 5-D


Parte III – Grupos Sangüíneos

1- D 2-B 3-D 4-C 5-A 6-A 7-E 8-A 9-B


Parte IV - Probabilidade

1- B 2-D 3-C 4-C 5-D 6-A 7-E 8-C 9-D 10-D 11-D 12- C 13- A 14-D 15-B 16-E 17-C 18-C 19-D 20-D


Parte V – 2ª Lei de Mendel

1- A 2- B 3- C 4- E 5- D 6- B 7- C 8- D 9- D

Parte VI – Interação Gênica

1- D 2- A 3- C 4- D 5- E 6- A 7- C


Parte VII – Herança Sexual

1- B 2- C 3- C 4- A 5- B 6- B 7- B 8- A 9- B 10- B


11- C 12- D 13- C 14- A 15- C 16- B 17- B 18- A 19- A

Parte VIII – Linkage e Mapas genéticos

1- D 2- A 3- C 4- D 5- B 6- C